Chávez é reeleito na Venezuela

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8 de outubro de 2012 por Samuel Santos


É preciso acompanhar os processos democráticos de perto.   Não podemos tirarmos conclusões, simplesmente, por fatos reduzidos e com intencionalidade de sufocar a verdade, como assim faz a maioria da grande mídia brasileira.

Dizer que na Venezuela não há democracia é negar a lisura de um processo e a vontade do povo  que responde com o resultado nas urnas.

Exemplo disso é que: “Os resultados revelam que a oposição cresceu mais que o chavismo nos últimos seis anos. Nas últimas eleições presidenciais, em 2006, Chávez obteve 62,8% dos votos, 7, 3 milhões de votos. Seu rival na época, Manuel Rosales ficou com 36,9%, equivalente a 4,29 milhões de votos”.Cartacapital

Chávez é reeleito na Venezuela.

 CartaCapital

por Claudia Jardim, de caracas

 

Faltavam ainda 10% das urnas a serem apuradas quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, escreveu em seu perfil do Twitter: “Obrigada meu Deus, obrigada a todas e todos”.

Ele acabava de ser reeleito para um novo mandato com 7, 4 milhões de votos (54,42% do total). Henrique Capriles, o maior adversário com quem se deparou desde sua primeira eleição, obteve 44,97% dos votos, o que representa  6,1 milhões eleitores.

Chávez discursa para uma multidão em Caracas durante a campanha. Foto: AFP

Antes mesmo do anúncio oficial dos resultados, milhares de chavistas já comemoravam do lado de fora da sede do governo. Enquanto esperava o discurso do presidente no famoso Balcón del Pueblo (varanda do povo) no palacio de Miraflores, a operária Inês Laffont comemorava a vitória do presidente e a continuidade da “revolução bolivariana”, que, segundo Inês, salvou sua vida e de sua família. “Ele (Chávez) é o “pai” do meu filho”.

A operária conta que sofreu complicações na gravidez e que, graças ao atendimento e tratamento gratuito que recebeu em uma clínica pública criada pelo governo, pode salvar seu filho.”Meu filho hoje tem 12 anos”, disse. Inês diz que no governo Chávez recebeu uma casa, coisa que segundo ela, “era impossível antes da revolução”.

Na sede do governo, globos de papel em forma de coração foram lançados do alto do edifício cobrindo a multidão.

Capriles reconheceu a derrota logo depois. “Esta manhã disse que para saber ganhar é preciso saber perder, para mim o que o povo diga é sagrado (…) nunca passou pela minha cabeça fazer algo distinto ao que o povo diga”.

Tibisay Lucena, reitora do  Conselho Nacional Eleitoral (CNE), destacou o comportamento “cívico” e “democrático” do povo venezuelano. “Concluímos uma página brilhante na história democrática venezuelana”, disse.

Os resultados revelam que a oposição cresceu mais que o chavismo nos últimos seis anos. Nas últimas eleições presidenciais, em 2006, Chávez obteve 62,8% dos votos, 7, 3 milhões de votos. Seu rival na época, Manuel Rosales ficou com 36,9%, equivalente a 4,29 milhões de votos.

 

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